La vita di Matteo Farina

Mateus Farina (1999 – 2009) é natural de Brindisi (Itália).

Sua vida neste mundo foi breve, mas muito intensa, circundada pelo carinho dos familiares, dos amigos, da comunidade paroquial e da sua namorada.

Como todos os jovens de sua idade, praticava vários esportes e cultivava hobbies. Amava a música e aprendeu a tocar alguns instrumentos musicais, dando vida a uma banda cujo nome era “No Name”.

Fortemente apaixonado pela “Química”, desejava continuar os estudos no campo da engenharia ambiental. Gostava também de Informática e era um excelente aluno.

Desde criança participava da Celebração Eucarística, lia a Palavra de Deus todos os dias e rezava o Santo Rosário. A cada semana se aproximava do Sacramento da Confissão.

Sua vida foi fortemente marcada por dois acontecimentos: Um sonho e a descoberta de um tumor no cérebro.

Sonho

Aos nove anos, sonhou com São Pio de Pietrelcina que lhe revelou o segredo da felicidade e lhe deu a incumbência de divulgá-lo para todos. Eis as palavras com que São Pio lhe revelou o segredo da felicidade: “ Se conseguiste compreender que quem vive sem pecado é feliz, deves imediatamente, anunciar aos outros para que possamos todos juntos viver felizes no Reino do Céu”.

Este sonho levou-o a compreender a sua vocação e, mais tarde, escreverá: “Espero realizar a minha missão de ‘infiltrado’ no meio dos jovens, falando de Deus e iluminado pelo próprio Deus… observar quem está próximo de mim para entrar em seu coração como um vírus e contagiá-lo com uma doença que não tem cura: O amor”.

Doença

Aos 13 anos, aparecem os primeiros sintomas de um tumor cerebral. Ele não perde a alegria de viver sua grande fé, mantém o seu sorriso e sustenta os demais doentes durante sua internação para várias intervenções cirúrgicas. Durante sua enfermidade, escreveu: “Quiseste gritar ao mundo que farias tudo por teu salvador, que estavas pronto a sofrer pela salvação das almas, a morrer por Ele. Deste modo, podes demonstrarlhe o teu amor”.

Modelo e testemunho de fé, referindo-se a esta virtude teologal, dizia: “A fé é um “entregar-se” a Deus para difundir a sua Palavra. É rezar para nutrir-se de seu alimento que sacia para sempre. É empenhar-se do melhor modo possível para seguir o plano de Deus. É inclinar a cabeça e não levantá-la com orgulho. É fazer o bem no silêncio e refletir sobre o mal que cometemos”.

A felicidade é fruto da fé, dizia Mateus: “De nada adiante desanimar, devemos ser felizes e viver com alegria. Quanto mais damos alegria, mais pessoas serão felizes. Quanto mais pessoas felizes, mais felizes somos nós”.

Por mais que possa surpreender em um jovem de 19 anos, Mateus cultivava profundamente o valor da vida, a responsabilidade de haver recebido o dom da fé , da família; o compromisso de não colocar em risco a vida, gastando-a em coisas fúteis, mas viver em plenitude o sentido humano e cristão.

A missão de Mateus pode ser descrita com suas próprias palavras: “ MEU SENHOR, tenho duas mãos, faze com que uma esteja sempre unida a ti para que, em qualquer provação humana, eu nunca me esqueça de ti e a ti me una sempre mais; a outra, peço-te, se é da tua vontade, deixa-me livre… para que, como eu te conheci através de outras pessoas, quem não crê, possa te conhecer através de mim. Quero ser um espelho, o mais límpido possível, e se é da tua vontade, que eu seja um reflexo da tua luz no coração de cada pessoa. Obrigado pela vida. Obrigado pela fé. Obrigado pelo amor. Sou teu”.